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Acuarelas 2019




La vida pasa y se aprecia, 2019, Acuarela


Aguacatico, 2019, Acuarela


Rocoso, 2019, Acuarela


Sicilia, 2019, Acuarela


Don Corleone, 2019, Acuarela


Azores en huracán, 2019, Acuarela


Fuego, 2019, Acuarela


Portugal, 2019, Acuarela


Se acerca, 2019, Acuarela


Cheira a Lisboa, 2019, Acuarela


Bagrera, 2019, Acuarela


Mi vista, Acuarela, 2019


Twity, Acuarela, 2019


Arbolito, Acuarela, 2019


Ranita, Acuarela, 2019


Orquídea, Acuarela, 2019




Tierno choclito, 2019, acuarela

Florecitas no rockeras, 2019, Acuarela


Ciudad de noche, 2019, Acuarela



Incendio, 2019, Acuarela


Viento, 2019, Acuarela



Ojitos pajaritos, 2019, Acuarela



Florece, 2019, Acuarela




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E agora José?

A propósito do poema de Carlos Drummond de Andrade José acorda e fica na cama, minutos, sem pensar em nada, horas, com a mente detida num ponto branco, anos que se esgotam exigindo o início, uma segunda oportunidade, para remendar os erros, embora os fios acabaram. Existe a certeza de que esse corpo tem vida pelo movimento quase imperceptível do seu peito. Se não fosse pela fome, sintoma subtil de quem ainda quer andar, seria como um dos imortais de Borges: Seria como aquele inextinguível que fica deitado no chão sem se mover, sem se importar com a chuva, com o frio ou com o calor; como aquele eterno que permanece com um ninho no ventre, com a pele cinzenta, sem falar, tentando esquecer a vida. Só pela exigência do corpo, forte fome, é que se põe de pé, vagarosamente, e volta a caminhar. Na rua, as pessoas olham para ele com pena. Às suas costas o rumo dos homens o trata por perdedor, vencido, e é o que ele é. Antes, há séculos, todas as mulheres o admiravam, gostavam do brilho no...